Usa-se o Ponto de exclamação em vez do Ponto simples quando se deseja indicar que a entonação do Período é enfática, emocionada, intensa. Trata-se de um artifício retórico para induzir a leitura do Período de forma diferenciada, supondo um estado emocional compatível com o sentido portado. Veja exemplos:
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sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Ponto de interrogação
O Ponto de interrogação é colocado no final de frases interrogativas. No discurso oral, a principal indicação de que temos uma Frase interrogativa é dada pela entonação típica das frases interrogativas. No discurso escrito, essa indicação é feita pelo Ponto de interrogação.
Ponto e vírgula
Usa-se Ponto e Vírgula em lugar da Vírgula para representar, em alguns casos, a correspondente pausa sintática do discurso oral. Não há uma regra que obrigue o uso do Ponto e Vírgula. Fica a critério do redator empregá-lo quando desejar organizar melhor os itens que compõem o Período. Em um Período com muitas vírgulas, por exemplo, o Ponto e Vírgula é útil para delimitar os segmentos maiores do Período. Vejamos casos em que é empregado.
Reticências
Usamos reticências, representadas por três pontos em seqüência (...), em vários contextos, geralmente, com função retórica. Vamos agrupar esses usos em três casos.
Travessão
O travessão é usado com funções variadas que, na maioria dos casos, não são de nível lingüístico, como veremos a seguir. O travessão deve ser inserido no texto entre espaços em branco. Ele não está presente nos teclados brasileiros de computador, mas pode ser inserido no texto por meio do atalho ALT+0150 (mantenha pressionada a tecla ALT enquanto digita 0150 no teclado numérico).
Vírgula
A função típica da vírgula é representar a correspondente pausa do discurso oral. As pausas que a vírgula representa podem ter valor sintático ou entoativo. No primeiro caso, a vírgula é importante para definir a estrutura sintática do Período. O segundo uso tem função retórica e orienta a colocação de pausas não sintáticas durante a elocução.
Palavra
A conceituação de palavra atormenta os lingüistas, o que pode parecer estranho, afinal, os falantes têm uma intuição clara do que sejam palavras e conseguem identificá-las facilmente nas situações em que se exige a segmentação do discurso palavra a palavra, como ocorre, por exemplo, no discurso escrito. Mas quando nos debruçamos sobre o estudo da palavra, encontramos sérias dificuldades para estabelecer uma definição universal, válida para todas as ocorrências.
Classes morfológicas
Classificar morfemas e palavras é uma tarefa complexa que talvez nunca chegue a um resultado satisfatório. Para começar, é preciso entender que as classificações não são boas em si, mas quando adequadas a um determinado fim. Uma boa classificação para uma finalidade não invalida outra, igualmente boa, que atende outra necessidade. Estudando os morfemas e palavras da língua portuguesa, encontramos vários pontos de vista que poderiam gerar classificações interessantes, por isso não vamos tentar estabelecer aqui a classificação morfológica definitiva.
Classes de morfemas presos
Em nossa língua, há palavras formadas por um só Morfema como de, a, e, com, Eu, me, mas, bem, mal, etc. Desses morfemas, que são livres, trataremos no estudo das classes de Palavra, pois nesse caso, Morfema e Palavra se confundem. Outras palavras, são formadas por mais de um Morfema como des-en-cant-ado, geo-graf-ia, de-form-ado, etc. São palavras que contêm morfemas presos, os quais estudaremos a seguir. Para trabalharmos em uma linha de raciocínio consistente vamos inicialmente considerar somente palavras que seguem o modelo regular de formação a que chamaremos PRS (prefixação-radical-sufixação).
Lexema
A consciência difusa dos lexemas existe nos falantes, mesmo naqueles não iniciados nos estudos gramaticais. Percebemos isso em várias situações como quando o falante encontra em um texto uma Palavra desconhecida, digamos: defenestrou. Ao consultar o dicionário, o falante, intuitivamente, vai procurar pelo verbete defenestrar. Ele quer saber o significado de uma Palavra, mas procura por outra no dicionário, pois sabe que se descobrir o significado de defenestrar, entenderá o sentido de defenestrou. Isso ocorre porque as palavras defenestrar e defenestrou pertencem ao mesmo lexema.
Locução, contração e fraseologia
Observe a série:
Riogrande
Belohorizonte
Matogrosso
Vamos usar os itens da série em dois contextos diferentes:
Riogrande
Belohorizonte
Matogrosso
Vamos usar os itens da série em dois contextos diferentes:
Adjetivos
Os adjetivos admitem flexão em grau, gênero e número, de onde se obtém até 16 flexões para um único Lexema adjetivo, como se vê na tabela a seguir: Flexão Radical Grau Gênero Número Lindo Lind - o - Linda Lind - a - Lindos Lind - o s Lindas Lind - a s Lindinho Lind inh o - Lindinha Lind inh a - Lindinhos Lind inh o s Lindinhas Lind inh a s Lindão Lind ão Lindões Lind ões Lindona Lind ona - Lindonas Lind ona s Lindíssimo Lind íssim o - Lindíssimos Lind íssim o s Lindíssima Lind íssim a - Lindíssimas Lind íssim a s Flexão em número Os adjetivos seguem três regras para número: Todos os adjetivos são flexionados em número.
Advérbios
Vamos começar nosso estudo analisando duas frases que contém advérbios. Pedro bebe compulsivamente. João compareceu pontualmente É lícito dizer que compulsivamente indica o modo como Pedro bebe e que pontualmente particulariza a forma como João compareceu. Ou seja, as duas palavras estão modificando as ações denotadas nas frases.
Propriedades dos advérbios
Vamos analisar as características gerais dos Advérbios nos aspectos morfológico e sintático.
Características sintáticas
Os Advérbios podem desempenhar três funções sintáticas:
Características sintáticas
Os Advérbios podem desempenhar três funções sintáticas:
Demonstrativos
A classe dos demonstrativos é limítrofe, pois apresenta características de Adjetivos e de Pronomes. Constitui-se de um único Lexema com 15 flexões. Pessoa Masculino Feminino Indeterminados em gênero e número Singular Plural Singular Plural 1ª Este Estes Esta Estas Isto 2ª Esse Esses Essa Essas Isso 3ª Aquele Aqueles Aquela Aquelas Aquilo Os demonstrativos apresentam uma rica matriz de flexões. Observando a tabela podemos notar algumas regularidades como: Apresentam forma masculina, feminina e indeterminada em número. Apresentam forma singular, plural e indeterminada em número.
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