Manuel de Oliveira Lima, um dos mais notáveis historiadores brasileiros nasceu na capital de Pernambuco em 25 de novembro de 1867. Filho de Luís de Oliveira Lima e Maria Benedita de Oliveira Lima, faleceu em Washington (Estados Unidos da América), em 24 de março de 1928.
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sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Mário de Alencar
Mário de Alencar (M. Cochrane de A.), poeta, jornalista, contista e romancista, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 30 de janeiro de 1872, e faleceu na mesma cidade em 8 de dezembro de 1925. Eleito em 31 de outubro de 1905 para a Cadeira n. 21, na sucessão de José do Patrocínio, foi recebido em 14 de agosto de 1906, pelo acadêmico Coelho Neto.
Mauro Mota
Mauro Mota (M. Ramos da M. e Albuquerque), jornalista, professor, poeta, cronista, ensaísta e memorialista, nasceu em Recife, PE, em 16 de agosto de 1911, e faleceu na mesma cidade em 22 de novembro de 1984. Eleito em 8 de janeiro de 1970 para a Cadeira n. 26, na sucessão de Gilberto Amado, foi recebido em 27 de agosto de 1970, pelo acadêmico Adonias Filho.
Filho de José Feliciano da Mota e Albuquerque e de Aline Ramos da Mota e Albuquerque, estudou na Escola Dom Vieira, em Nazaré da Mata, no Colégio Salesiano e no Ginásio do Recife. Diplomou-se na Faculdade de Direito do Recife em 1937.
Filho de José Feliciano da Mota e Albuquerque e de Aline Ramos da Mota e Albuquerque, estudou na Escola Dom Vieira, em Nazaré da Mata, no Colégio Salesiano e no Ginásio do Recife. Diplomou-se na Faculdade de Direito do Recife em 1937.
Miguel Couto
Miguel Couto nasceu na cidade do Rio de Janeiro, a 1º de maio de 1865. Era filho de Francisco de Oliveira Couto e de Maria Rosa do Espírito Santo. Faleceu no Rio de Janeiro, a 6 de junho de 1934.
Membro da Academia Brasileira de Letras, eleito em 9 de dezembro de 1916, foi empossado em 2 de junho de 1919.
Membro da Academia Brasileira de Letras, eleito em 9 de dezembro de 1916, foi empossado em 2 de junho de 1919.
Múcio Leão
Múcio Leão (M. Carneiro L.), jornalista, poeta, contista, crítico, romancista, ensaísta e orador, nasceu em Recife, PE, em 17 de fevereiro de 1898, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 12 de agosto de 1969. Eleito em 19 de setembro de 1935, para a Cadeira n. 20, na sucessão de Humberto de Campos, foi recebido em 16 de novembro de 1935 pelo acadêmico Pereira da Silva.
Barão Homem de Melo
Barão Homem de Melo (Francisco Inácio Marcondes H. de M.), advogado, historiador, cartógrafo, político e professor, nasceu em Pindamonhangaba, SP, em 1o de maio de 1837, e faleceu em Campo Belo, hoje Homem de Melo, RJ, em 4 de janeiro de 1918. Eleito em 9 de dezembro de 1916 para a Cadeira n. 18, sucedendo a José Veríssimo, faleceu antes de ser recebido; deveria ser saudado pelo acadêmico Félix Pacheco.
Basílio da Gama
Basílio da Gama (José B. da G.), poeta, nasceu em São José do Rio das Mortes [depois São José del Rei, hoje Tiradentes], MG, em 22 de julho de 1740, e faleceu em Lisboa, Portugal, em 31 de julho de 1795. É o patrono da Cadeira n. 4 da Academia Brasileira de Letras, por escolha do fundador Aluísio Azevedo.
Bernardo Élis
Bernardo Élis (B. E. Fleury de Campos Curado), advogado, professor, poeta, contista e romancista, nasceu em Corumbá de Goiás, GO, em 15 de novembro de 1915. Foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, sucedendo a Ivan Lins na Cadeira n. 1, em 23 de outubro de 1975, e recebido em 10 de dezembro de 1975, pelo acadêmico Aurélio Buarque de Holanda Ferreira.
É filho do poeta Érico José Curado e de Marieta Fleury Curado. Iniciou o estudo das primeiras letras com o pai, em casa. Passou o ano de 1923 na casa do avô materno, na capital do Estado, onde se matriculou no Grupo Escolar. Depois retornou para Corumbá continuando os estudos com o pai, de quem viria o estímulo para as letras. Aos doze anos escreveu o primeiro conto, inspirado em "Assombramento", de Afonso Arinos. Em 1928, viajou com a família para Goiás, onde fez o curso ginasial no Liceu. Ampliou suas leituras, principalmente de Machado de Assis, Eça de Queirós e dos autores modernistas. Após a interrupção dos estudos por dois anos, em 1940 concluiu o curso clássico no Liceu de Goiânia. Em 1945, formou-se na Faculdade de Direito, sendo orador de sua turma.
Iniciando-se na função pública, em 1936, como escrivão da Delegacia de Polícia em Anápolis, foi nomeado escrivão do cartório do crime de Corumbá. Participou, desde 1934, dos acontecimentos literários do Brasil central, escrevendo poesias e enviando colaborações de cunho modernista para os jornais de Goiânia. Em 1939 transferiu-se para Goiânia, onde foi nomeado secretário da Prefeitura Municipal, com exercício das funções de prefeito por duas vezes.
Em 1942, mudou-se para o Rio de Janeiro com a intenção de aí fixar-se. Trazia um livro de poesias e outro de contos, que pretendia publicar. Sem realizar seu intento, retornou a Goiás. Fundou a revista Oeste e nela publicou o conto "Nhola dos Anjos e a cheia de Corumbá". Em 1944, seu livro de contos Ermos e gerais foi publicado pela Bolsa de Publicações de Goiânia, obtendo sucesso e elogios de toda a crítica nacional. Nesse ano casou-se com a poetisa Violeta Metran. Em 45, participou do 1o Congresso de Escritores de São Paulo, quando conheceu vários escritores nacionais, entre os quais Aurélio Buarque de Holanda, Mário de Andrade e Monteiro Lobato. Voltando para Goiânia, fundou a Associação Brasileira de Escritores, da qual foi eleito presidente. Ingressou no magistério como professor da Escola Técnica de Goiânia e do ensino público estadual e municipal. Em 55, publica o livro de poemas Primeira chuva.
Nos anos subseqüentes, dedica-se ao magistério e à vida literária. Foi co-fundador, vice-diretor e professor do Centro de Estudos Brasileiros da Universidade Federal de Goiás, daí passando a professor de Literatura na Universidade Católica de Goiás e em vários cursos preparatórios ao vestibular das universidades. Além de colaborar com os órgãos culturais que circulam no Brasil central, participou de congressos de escritores realizados em São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre e Goiânia, promoveu o I Congresso de Literatura em Goiás (1953) e realizou palestras, conferências e cursos literários.
Entre 1970 a 1978, desempenhou as funções de Assessor Cultural junto ao Escritório de Representação do Estado de Goiás, no Rio de Janeiro, e reassumiu o cargo de professor na Universidade Federal de Goiás. Desempenhou ainda a função de Diretor Adjunto do Instituto Nacional do Livro, em Brasília, de 1978 a março de 1985. Em 1986, foi nomeado para o Conselho Federal de Cultura, ao qual pertenceu até a extinção do órgão, em 1989.
Recebeu inúmeros prêmios literários: Prêmio José Lins do Rego (1965) e Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro (1966), pelo livro de contos Veranico de janeiro; Prêmio Afonso Arinos, da Academia Brasileira de Letras, pelo seu Caminhos e descaminhos; Prêmio Sesquicentenário da Independência, pelo estudo Marechal Xavier Curado, criador do Exército Nacional (1972). Em 1987, recebeu o Prêmio da Fundação Cultural de Brasília, pelo conjunto de obras, e a medalha do Instituto de Artes e Cultura de Brasília.
Obras: Primeira chuva, poesia (1955); Ermos e gerais, contos (1944); O tronco, romance (1956); Caminhos e descaminhos, contos (1965); Veranico de janeiro, contos (1966); Caminhos dos gerais, contos (1975); André Louco, contos (1978); Seleta de Bernardo Élis. Org. de Gilberto Mendonça Teles; estudo e notas de Evanildo Bechara (1974).
É filho do poeta Érico José Curado e de Marieta Fleury Curado. Iniciou o estudo das primeiras letras com o pai, em casa. Passou o ano de 1923 na casa do avô materno, na capital do Estado, onde se matriculou no Grupo Escolar. Depois retornou para Corumbá continuando os estudos com o pai, de quem viria o estímulo para as letras. Aos doze anos escreveu o primeiro conto, inspirado em "Assombramento", de Afonso Arinos. Em 1928, viajou com a família para Goiás, onde fez o curso ginasial no Liceu. Ampliou suas leituras, principalmente de Machado de Assis, Eça de Queirós e dos autores modernistas. Após a interrupção dos estudos por dois anos, em 1940 concluiu o curso clássico no Liceu de Goiânia. Em 1945, formou-se na Faculdade de Direito, sendo orador de sua turma.
Iniciando-se na função pública, em 1936, como escrivão da Delegacia de Polícia em Anápolis, foi nomeado escrivão do cartório do crime de Corumbá. Participou, desde 1934, dos acontecimentos literários do Brasil central, escrevendo poesias e enviando colaborações de cunho modernista para os jornais de Goiânia. Em 1939 transferiu-se para Goiânia, onde foi nomeado secretário da Prefeitura Municipal, com exercício das funções de prefeito por duas vezes.
Em 1942, mudou-se para o Rio de Janeiro com a intenção de aí fixar-se. Trazia um livro de poesias e outro de contos, que pretendia publicar. Sem realizar seu intento, retornou a Goiás. Fundou a revista Oeste e nela publicou o conto "Nhola dos Anjos e a cheia de Corumbá". Em 1944, seu livro de contos Ermos e gerais foi publicado pela Bolsa de Publicações de Goiânia, obtendo sucesso e elogios de toda a crítica nacional. Nesse ano casou-se com a poetisa Violeta Metran. Em 45, participou do 1o Congresso de Escritores de São Paulo, quando conheceu vários escritores nacionais, entre os quais Aurélio Buarque de Holanda, Mário de Andrade e Monteiro Lobato. Voltando para Goiânia, fundou a Associação Brasileira de Escritores, da qual foi eleito presidente. Ingressou no magistério como professor da Escola Técnica de Goiânia e do ensino público estadual e municipal. Em 55, publica o livro de poemas Primeira chuva.
Nos anos subseqüentes, dedica-se ao magistério e à vida literária. Foi co-fundador, vice-diretor e professor do Centro de Estudos Brasileiros da Universidade Federal de Goiás, daí passando a professor de Literatura na Universidade Católica de Goiás e em vários cursos preparatórios ao vestibular das universidades. Além de colaborar com os órgãos culturais que circulam no Brasil central, participou de congressos de escritores realizados em São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre e Goiânia, promoveu o I Congresso de Literatura em Goiás (1953) e realizou palestras, conferências e cursos literários.
Entre 1970 a 1978, desempenhou as funções de Assessor Cultural junto ao Escritório de Representação do Estado de Goiás, no Rio de Janeiro, e reassumiu o cargo de professor na Universidade Federal de Goiás. Desempenhou ainda a função de Diretor Adjunto do Instituto Nacional do Livro, em Brasília, de 1978 a março de 1985. Em 1986, foi nomeado para o Conselho Federal de Cultura, ao qual pertenceu até a extinção do órgão, em 1989.
Recebeu inúmeros prêmios literários: Prêmio José Lins do Rego (1965) e Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro (1966), pelo livro de contos Veranico de janeiro; Prêmio Afonso Arinos, da Academia Brasileira de Letras, pelo seu Caminhos e descaminhos; Prêmio Sesquicentenário da Independência, pelo estudo Marechal Xavier Curado, criador do Exército Nacional (1972). Em 1987, recebeu o Prêmio da Fundação Cultural de Brasília, pelo conjunto de obras, e a medalha do Instituto de Artes e Cultura de Brasília.
Obras: Primeira chuva, poesia (1955); Ermos e gerais, contos (1944); O tronco, romance (1956); Caminhos e descaminhos, contos (1965); Veranico de janeiro, contos (1966); Caminhos dos gerais, contos (1975); André Louco, contos (1978); Seleta de Bernardo Élis. Org. de Gilberto Mendonça Teles; estudo e notas de Evanildo Bechara (1974).
Barbosa Lima
Barbosa Lima Sobrinho (Alexandre José B. L. S.), advogado, jornalista, ensaísta, historiador, professor e político, nasceu em Recife, PE, em 22 de janeiro de 1897 e morreu em 16 de julho de 2000. Eleito em 28 de abril de 1937 para a Cadeira n. 6 da Academia Brasileira de Letras, na sucessão de Goulart de Andrade, foi recebido em 13 de janeiro de 1938, pelo acadêmico Múcio Leão.
Bernardo Guimarães
Bernardo Guimarães (B. Joaquim da Silva G.), magistrado, jornalista, professor, romancista e poeta, nasceu em Ouro Preto, MG, em 15 de agosto de 1825, e faleceu na mesma cidade, em 10 de março de 1884. É o patrono da Cadeira n. 5 da Academia Brasileira de Letras, por escolha de Raimundo Correia.
Era filho de Joaquim da Silva Guimarães e Constança Beatriz de Oliveira. Dos 4 aos 16 anos viveu em Uberaba e Campo Belo, impregnando-se das paisagens que mais tarde descreveria em seus romances e em alguns poemas. Antes dos 17 estava de volta a Ouro Preto, onde terminou os preparatórios. Tem-se como certa a sua participação, em 1842, na revolução liberal. (Seu biógrafo Basílio de Magalhães deduziu, de informações que obteve da viúva Bernardo Guimarães, que ele não servira aos rebeldes e sim aos legalistas.) Matriculou-se, em 47, na Faculdade de Direito de São Paulo, onde se tornou amigo íntimo e inseparável de Álvares de Azevedo e Aureliano Lessa, com os quais chegou Bernardo Guimarães a projetar a publicação de uma obra que se chamaria Três liras. Fundaram os três, com outros estudantes, a "Sociedade Epicuréia", a que se atribuíram "coisas fantásticas", que ganharam fama no meio paulistano.
Bacharelou-se, em 2a época, no começo de 1852. Nesse ano publicou Cantos da solidão, poesia. Exerceu o cargo de juiz municipal e de órfãos de Catalão, em Goiás, por duas vezes, em 1852-54 e 1861-64. De permeio, fez jornalismo e crítica literária no Rio de Janeiro. Magistrado rigoroso mas humano, promoveu, no segundo período de judicatura, um júri sumário para libertar os presos, pessimamente instalados e, intervindo motivos de conflito com o presidente da província, sofreu processo, do qual saiu triunfante. Em 1864-65, de novo o poeta viveu na Corte, onde publicou o volume Poesias, contendo "Cantos da solidão", "Inspirações da tarde", "Poesias diversas", "Evocações" e "A baía de Botafogo". Fixou-se, a partir de 1866, em Ouro Preto, onde foi nomeado professor de retórica e poética no Liceu Mineiro. Casou-se no ano seguinte com Teresa Maria Gomes. Teve o casal oito filhos. Uma das duas filhas foi Constança, falecida aos 17 anos, quando noiva de seu primo, o poeta Alphonsus de Guimaraens, que a imortalizou na literatura como a que "se morreu fulgente e fria".
Extinta a cadeira, Bernardo Guimarães viu-se, já casado, sem colocação. Entre 1869 e 72 escreveu várias obras. Em 73, foi nomeado professor de latim e francês em Queluz, atual Lafayette, MG. Também esta cadeira foi extinta. Basílio de Magalhães sugere que o motivo deve ter sido, em ambos os casos, ineficácia e pouca assiduidade do poeta. Em 1875 publicou o romance que melhor o situaria na campanha abolicionista e viria a ser a mais popular das suas obras: A escrava Isaura. Dedicando-se inteiramente à literatura, escreveu ainda quatro romances e mais duas coletâneas de versos. A visita de Dom Pedro II a Minas Gerais, em 1881, deu motivo a que o Imperador prestasse expressiva homenagem a Bernardo Guimarães, a quem admirava.
Embora tenha começado a escrever ficção nos fins do decênio de 50, e tenha feito poesias até os últimos anos, a sua melhor produção poética vai até o decênio de 60; a partir daí, realizou-se de preferência na ficção. Estreando com os Cantos da solidão em 1852, reuniu-se com outros, em 1865, nas Poesias. Na ficção, distinguem-se: O ermitão de Muquém (escrito em 1858 e publicado em 69); Lendas e romances (1871); O seminarista e Histórias e tradições de Minas Gerais (1872); O índio Afonso (1873); A escrava Isaura (1875); Maurício (1877); Rosaura, a enjeitada (1883). Publicou mais duas coletâneas de versos: Novas poesias (1876) e Folhas de outono (1883). Postumamente apareceram O bandido do Rio das Mortes (1905) e o drama A voz do Pajé. Deve-se registrar, além disso, a sua produção de poesias obscenas. A sua produção poética conhecida foi reunida em Poesias completas de Bernardo Guimarães. Organização, introdução, cronologia e notas de Alphonsus de Guimaraens Filho, edição do Ministério da Educação e Cultura/Instituto Nacional do Livro (1959).
Era filho de Joaquim da Silva Guimarães e Constança Beatriz de Oliveira. Dos 4 aos 16 anos viveu em Uberaba e Campo Belo, impregnando-se das paisagens que mais tarde descreveria em seus romances e em alguns poemas. Antes dos 17 estava de volta a Ouro Preto, onde terminou os preparatórios. Tem-se como certa a sua participação, em 1842, na revolução liberal. (Seu biógrafo Basílio de Magalhães deduziu, de informações que obteve da viúva Bernardo Guimarães, que ele não servira aos rebeldes e sim aos legalistas.) Matriculou-se, em 47, na Faculdade de Direito de São Paulo, onde se tornou amigo íntimo e inseparável de Álvares de Azevedo e Aureliano Lessa, com os quais chegou Bernardo Guimarães a projetar a publicação de uma obra que se chamaria Três liras. Fundaram os três, com outros estudantes, a "Sociedade Epicuréia", a que se atribuíram "coisas fantásticas", que ganharam fama no meio paulistano.
Bacharelou-se, em 2a época, no começo de 1852. Nesse ano publicou Cantos da solidão, poesia. Exerceu o cargo de juiz municipal e de órfãos de Catalão, em Goiás, por duas vezes, em 1852-54 e 1861-64. De permeio, fez jornalismo e crítica literária no Rio de Janeiro. Magistrado rigoroso mas humano, promoveu, no segundo período de judicatura, um júri sumário para libertar os presos, pessimamente instalados e, intervindo motivos de conflito com o presidente da província, sofreu processo, do qual saiu triunfante. Em 1864-65, de novo o poeta viveu na Corte, onde publicou o volume Poesias, contendo "Cantos da solidão", "Inspirações da tarde", "Poesias diversas", "Evocações" e "A baía de Botafogo". Fixou-se, a partir de 1866, em Ouro Preto, onde foi nomeado professor de retórica e poética no Liceu Mineiro. Casou-se no ano seguinte com Teresa Maria Gomes. Teve o casal oito filhos. Uma das duas filhas foi Constança, falecida aos 17 anos, quando noiva de seu primo, o poeta Alphonsus de Guimaraens, que a imortalizou na literatura como a que "se morreu fulgente e fria".
Extinta a cadeira, Bernardo Guimarães viu-se, já casado, sem colocação. Entre 1869 e 72 escreveu várias obras. Em 73, foi nomeado professor de latim e francês em Queluz, atual Lafayette, MG. Também esta cadeira foi extinta. Basílio de Magalhães sugere que o motivo deve ter sido, em ambos os casos, ineficácia e pouca assiduidade do poeta. Em 1875 publicou o romance que melhor o situaria na campanha abolicionista e viria a ser a mais popular das suas obras: A escrava Isaura. Dedicando-se inteiramente à literatura, escreveu ainda quatro romances e mais duas coletâneas de versos. A visita de Dom Pedro II a Minas Gerais, em 1881, deu motivo a que o Imperador prestasse expressiva homenagem a Bernardo Guimarães, a quem admirava.
Embora tenha começado a escrever ficção nos fins do decênio de 50, e tenha feito poesias até os últimos anos, a sua melhor produção poética vai até o decênio de 60; a partir daí, realizou-se de preferência na ficção. Estreando com os Cantos da solidão em 1852, reuniu-se com outros, em 1865, nas Poesias. Na ficção, distinguem-se: O ermitão de Muquém (escrito em 1858 e publicado em 69); Lendas e romances (1871); O seminarista e Histórias e tradições de Minas Gerais (1872); O índio Afonso (1873); A escrava Isaura (1875); Maurício (1877); Rosaura, a enjeitada (1883). Publicou mais duas coletâneas de versos: Novas poesias (1876) e Folhas de outono (1883). Postumamente apareceram O bandido do Rio das Mortes (1905) e o drama A voz do Pajé. Deve-se registrar, além disso, a sua produção de poesias obscenas. A sua produção poética conhecida foi reunida em Poesias completas de Bernardo Guimarães. Organização, introdução, cronologia e notas de Alphonsus de Guimaraens Filho, edição do Ministério da Educação e Cultura/Instituto Nacional do Livro (1959).
Araújo Porto Alegre
Porto-Alegre (Manuel José de Araújo P.-A., barão de Santo Ângelo), poeta, pintor, professor, jornalista, diplomata e teatrólogo, nasceu em José do Rio Pardo, RS, em 2 de novembro de 1806, e faleceu em Lisboa, Portugal, em 29 de dezembro de 1879. É o patrono da Cadeira n. 32, por escolha do fundador Carlos de Laet.
Era filho de Francisco José de Araújo e de Francisca Antônia Viana. Em 1826 veio para o Rio estudar pintura com Debret na Academia de Belas Artes, cursando também a Escola Militar e aulas de anatomia do curso médico, além de Filosofia. Em 1831, graças a uma subscrição promovida por Evaristo da Veiga, e à proteção dos Andradas, seguiu Debret à Europa, a fim de aperfeiçoar-se como pintor. Ligado a Garrett, foi porventura quem orientou os patrícios chegados a Paris interessados pelo Romantismo. De volta ao Rio, desenvolveu intensa atividade artística, educacional, administrativa e literária. Colaborou com Domingos de Magalhães na criação da revista Niterói (1836) e fundou com Joaquim de Macedo e Gonçalves Dias a revista Guanabara (1849), veículos que abrigaram os grupos iniciais do Romantismo no Brasil. Em 1858 ingressou na carreira consular, servindo como cônsul do Brasil na Prússia, com sede em Berlim, depois na Saxônia, com sede em Dresden (1860-1866), e finalmente em Lisboa (1866-1879), onde veio a falecer.
Escreveu artigos, biografias, peças de teatro, estudos políticos, poesias, que ainda não foram todas reunidas, tendo ele publicado as principais nas Brasilianas (1863). Pseudônimo: Tibúrcio do Amarante. Fez parte do primeiro grupo romântico brasileiro, cuja poesia é marcada por um forte nacionalismo. Abandonou a mitologia clássica em proveito da temática nacional. A sua empresa literária, contudo, foi o poema épico Colombo, em que trabalhou desde 1840, publicando episódios em revistas da época a partir de 1850. Endeusava reverentemente o amigo Domingos de Magalhães, atribuindo-lhe a chefia da "regeneração das nossas letras", mas tinha ele mesmo a noção da influência da sua obra como início da cor local nativista.
Obras: Brasilianas, poesia (1863); Colombo, poema épico, 2 tomos (1866). Escreveu várias peças teatrais, entre as quais: Prólogo dramático (1837); Angélica e Firmino (1845); A estátua amazônica (1851); A restauração de Pernambuco (1852); Os judas (1858); Canto inaugural (1859); O prestígio da lei (1859); Os voluntários da pátria (1877). Também encontram-se publicadas as suas Cartas a Monte Alverne (1964) e a Correspondência com Paulo Barbosa da Silva, na Coleção Afrânio Peixoto, da ABL (1990).
Era filho de Francisco José de Araújo e de Francisca Antônia Viana. Em 1826 veio para o Rio estudar pintura com Debret na Academia de Belas Artes, cursando também a Escola Militar e aulas de anatomia do curso médico, além de Filosofia. Em 1831, graças a uma subscrição promovida por Evaristo da Veiga, e à proteção dos Andradas, seguiu Debret à Europa, a fim de aperfeiçoar-se como pintor. Ligado a Garrett, foi porventura quem orientou os patrícios chegados a Paris interessados pelo Romantismo. De volta ao Rio, desenvolveu intensa atividade artística, educacional, administrativa e literária. Colaborou com Domingos de Magalhães na criação da revista Niterói (1836) e fundou com Joaquim de Macedo e Gonçalves Dias a revista Guanabara (1849), veículos que abrigaram os grupos iniciais do Romantismo no Brasil. Em 1858 ingressou na carreira consular, servindo como cônsul do Brasil na Prússia, com sede em Berlim, depois na Saxônia, com sede em Dresden (1860-1866), e finalmente em Lisboa (1866-1879), onde veio a falecer.
Escreveu artigos, biografias, peças de teatro, estudos políticos, poesias, que ainda não foram todas reunidas, tendo ele publicado as principais nas Brasilianas (1863). Pseudônimo: Tibúrcio do Amarante. Fez parte do primeiro grupo romântico brasileiro, cuja poesia é marcada por um forte nacionalismo. Abandonou a mitologia clássica em proveito da temática nacional. A sua empresa literária, contudo, foi o poema épico Colombo, em que trabalhou desde 1840, publicando episódios em revistas da época a partir de 1850. Endeusava reverentemente o amigo Domingos de Magalhães, atribuindo-lhe a chefia da "regeneração das nossas letras", mas tinha ele mesmo a noção da influência da sua obra como início da cor local nativista.
Obras: Brasilianas, poesia (1863); Colombo, poema épico, 2 tomos (1866). Escreveu várias peças teatrais, entre as quais: Prólogo dramático (1837); Angélica e Firmino (1845); A estátua amazônica (1851); A restauração de Pernambuco (1852); Os judas (1858); Canto inaugural (1859); O prestígio da lei (1859); Os voluntários da pátria (1877). Também encontram-se publicadas as suas Cartas a Monte Alverne (1964) e a Correspondência com Paulo Barbosa da Silva, na Coleção Afrânio Peixoto, da ABL (1990).
Artur Azevedo
Artur Azevedo (A. Nabantino Gonçalves de A.), jornalista, poeta, contista e teatrólogo, nasceu em São Luís, MA, em 7 de julho de 1855, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 22 de outubro de 1908. Figurou, ao lado do irmão Aluísio de Azevedo, no grupo fundador da Academia Brasileira de Letras, onde criou a Cadeira n. 29, que tem como patrono Martins Pena.
Artur Orlando
Artur Orlando (A. O. da Silva), advogado, jornalista, político, jurista, crítico literário e ensaísta, nasceu em Recife, PE, em 22 de junho de 1858, e faleceu na mesma cidade, em 27 de março de 1916. Eleito em 27 de junho de 1907 para a Cadeira n. 25, na sucessão de Franklin Dória, foi recebido em 28 de dezembro de 1907, pelo acadêmico Oliveira Lima.
Augusto de Lima
Augusto de Lima (Antônio A. de L.), jornalista, poeta, magistrado, jurista, professor e político, nasceu em Congonhas de Sabará [hoje Nova Lima], MG, em 5 de abril de 1859, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 22 de abril de 1934. Na Academia Brasileira de Letras, concorreu a primeira vez em 1902, na vaga de Francisco de Castro. Foi eleito Martins Júnior. Um ano depois, apresentou-se candidato à vaga de Urbano Duarte. Foi eleito em 5 de fevereiro de 1903, mas só tomou posse quatro anos depois, em 5 de dezembro de 1907, sendo recebido pelo acadêmico Medeiros e Albuquerque.
Aurélio de Lyra
Aurélio de Lyra Tavares, engenheiro civil, general-de-exército, ensaísta, historiador da engenharia militar e memorialista, nasceu em João Pessoa, PB, em 7 de novembro de 1905. Eleito em 23 de abril de 1970 para a Cadeira n. 20, na sucessão de Múcio Leão, foi recebido em 2 de junho de 1970, pelo acadêmico Ivan Lins.
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